segunda-feira, 28 de outubro de 2013

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Scars are opening again. The trauma insists in returning. I guess they were never truly healed, or forgotten. They're still with me, in my head, making me overthink all the time. My head keeps playing tricks on me. Suicidal thoughts come and go. Blood runs to my veins but I wish it didn't. I wish I had the courage to spill it totally to the ground. I dream with the floor covered in blood. I picture it in my head. I see myself, in empty glasses and I can't recognize myself. It's like all happiness was simply washed away from my days. It's like I'm empty, and the emptiness is everything that exists beneath my skin. My bones are fragile. I'm fragile. I don't have no clear notion of what I'm doing. The happiness I feel comes in spontaneous moments, and don't last too much. The simple things matter more now than they ever did. It's them who allow this spontaneous moments of happiness, this small breaks from this shitty life. It's them who keep me alive. 
But not all is really bad. I still have some friends. Not many of them but that doesn't matter. They make me happy, sometimes. 
I just wish I knew how to break from all of this pain. The only thing I feel besides rage is pain. Pain sinks in the deepness of my soul. It absorbs every single happy memory, it erases every single piece of happiness that remains inside me. 
I hate myself. For many reasons. But most of them, I'll never understand. 
I should probably try to start again, to erase all of my past. But I can't. I'm to attached to it. I still leave in my childhood house. I still have the same fears. The same desires. But I'm not that person anymore.
I'm no longer happy, or strong. I don't think I ever was. It was a mere illusion. Nothing else besides that.
I don't know where I'm going, or what I should do. 
But I'll probably start by trying to forgive myself. That's all I can do.
I'm wasting time. I don't like that. Although I'm not exactly living, I want to. But at the same time, I don't want to because I feel like I don't deserve do live. So where do I go from where? How do I put behind my back all the trauma, the scars, the pain, all of the bad things that made me come to this point, to my breaking point, to the point when all I consider a answer to my problem is to end it, end everything, end the pain. 
But I shall recover. I don't know how. But I sort of want to. So I'll probably try. And I'll probably fail. 
Well, we'll see.
I guess I hope better days come soon. 

sexta-feira, 16 de agosto de 2013



Abraço a solidão. O silêncio não me perturba, nem tão pouco me incomoda, apenas me deixa confortável, a sós com os meus pensamentos. O silêncio acalma-me, tranquiliza-me. Chega suavemente e não vai embora rapidamente, permanece aqui. E aqui me encontro, nesta solidão silenciosa, onde estou apenas eu comigo própria, e que ninguém consegue penetrar. Não como se alguém tentasse, porque tal não acontece, mas eu não permito também, isto porque aqui ninguém consegue magoar-me de qualquer jeito que seja. 
Mas se vens por bem, podes chegar-te mais perto. Aproxima-te dos muros que me rodeiam, toca-os suavemente, sente as cicatrizes que os atravessam. Não, não te aproximes tanto. Eles irão empurrar-te, expulsar-te de perto de mim, sem que eu tenha consciência de tal. Apenas permanece onde estás. Não precisas de dizer nada, produzir qualquer discurso direccionado a mim, eu sei o que pensas, sei o que estás a pensar, não precisas dizer nada, não quero ouvir mentiras. Irei conhecer-te de outra forma, porque espreitei e vi que de muros não estavas rodeado, e percebo assim que tu és quem transpareces ser. Abri um pequeno portão para ti, entra, mas cuidadosamente. Explora primeiro os recantos obscuros, vê do que são feitos. Não tenhas medo, eu continuo aqui para te proteger, permaneço aqui. Agora, a escolha é inteiramente tua: dois caminhos se apresentam e tu escolhes. Podes voltar a sair e fugir, ninguém te irá impedir, ou poderás ficar e explorar o resto que escondo, a parte iluminada de mim, as coisas boas portanto. Mas se os recantos obscuros te assustaram, talvez devesses ir. Mas repito, a escolha é tua. Quero que fiques, mas não te posso pressionar a tal. Entende apenas o que quero dizer.
(...)
Mas não foste. Escolheste ficar. Como poderei agradecer-te? Entra, exploremos juntos. Conheceremos os aspectos positivos. Caminhemos de mãos dadas pelo interior dos meus muros. Percorre a minha alma, assim to permito. Mas primeiro, senta-te nesse banco, eu irei buscar alguns livros e álbuns e um bom chocolate quente que nos aqueça os corações e nos permita ver tudo de bom de uma forma melhor. Não vás, peço-te, darei-te essa oportunidade mas quero que a desperdices, por favor, fica aqui comigo, não irei demorar. 
Ou então vem comigo. Vem comigo e traremos juntos os livros e álbuns que tanto te queria mostrar. Depois, caminharemos juntos em direcção ao pequeno banco de jardim. Deixemos as nossas almas fundirem-se numa só e permitamos aos nossos corações sentir algo de bom novamente. Sê meu e eu serei tua.

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quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Nós.




Quero descobrir-te. Encontrar-te num banco de jardim desprovido de pessoas que não nós, num concerto da tua banda favorita, numa livraria repleta de palavras soltas, numa rua cheia de pessoas mas vazia de almas. Quero encontrar-te num café, espero que estejas a ler o livro que sempre quis ler, aquele que diz tanto sobre ti, que traduz por palavras o que o teu coração sente e os pensamentos que a tua mente elabora, mas que tu és incapaz de revelar. Também gostaria de te encontrar num parque da cidade, a observar os prédios altos que o rodeiam, a desenhar algo que revele a beleza deles. Espero que sejas capaz de captar essa mesma beleza, observa os detalhes cuidadosamente e elabora algo de que te orgulhes. E eu irei sentar-me ao teu lado, a contemplar a arte que criaste. Irei louvá-la. Não irei dizer nada. Mantém-te quieto e calado, também. Aproveitemos o silêncio que é nosso, aquele silêncio constrangedor, que envolve as nossas expectativas, os nossos sonhos, os nossos medos, o que sentimos. Deixemos que ele fale por nós, que diga o que temos medo de dizer. Deixemos cair os muros. Falaremos, então, durante horas. Sobre música, sobre livros, sobre as nossas visões do Mundo, sobre as nossas opiniões, sobre arte. Sigamos caminhos diferentes. Reencontre-mo-nos. Repitamos tudo. E nascerá algo nosso, não necessariamente amor, mas algo que nos permita ser felizes um com o outro. Talvez amizade. Ou algo como uma relação estranha, que não é rotulada, apenas é o que é. Deixemos cair totalmente, então, os muros que nos protegem. Baixemos as guardas. Depositemos a nossa segurança no outro. Adoremo-nos. 


Onde estás? 

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Escolhas.



Viajamos pelos dias. Vagueamos por sítios desconhecidos no interior das nossas mentes. Alguns deles obscuros, onde segredos e mistérios se escondem, onde estão as origens de todas as cicatrizes que possuímos, outros onde a beleza surge nas mais diversas formas. Surge nos cheiros dos livros novos, no conforto do sofá, no estar à lareira envolta numa manta, no vento que ondula o cabelo, no chocolate quente que aquece o coração. Surge nas pequenas coisas, nos pequenos detalhes. A beleza está em tudo. Está na música que tanto adoramos e que nos faz sentir compreendidos. Está no livro que diz aquilo que não conseguimos expressar. Está nas palavras trocadas com pessoas que adoramos. Está em tudo o que torna os nossos dias melhores. 
Mas nem todos conseguem percepcioná-la. Nem todos a reconhecem. Apenas os que amam a arte a reconhecem e a conseguem percepcionar. Porque arte é tudo isto. Está nas palavras, nos sentimentos, está em tudo. 
Mas o lado obscuro da nossa mente pode sobrepor-se a este. Cabe-nos a cada um de nós evitá-lo. Significa isto que é a nossa escolha olhar para algo mau e transformá-lo em algo bom ou, pelo contrário, lamentarmos o sucedido. Sofrer é inevitável, mas todos podemos decidir o que fazer a respeito disso. Todos escolhemos a forma como reagimos. Daí que saber escolher seja tão importante. São as nossas decisões que decidem o nosso futuro. Não há destino, nem coincidências. São as nossas escolhas que determinam o que virá a acontecer, em parte. Daí ser tão importante descobrirmo-nos, sabermos quem somos, e sermos capazes de decidir por nós. Se há algo que admiro em alguém é firmeza. É não se deixar levar por as opiniões alheias. É decidir por si, é saber fazê-lo. É manter as suas opiniões, mesmo que ninguém concorde com elas.
Vivamos então o hoje, decidamos entre as opções que nos são apresentadas, e encarreguemo-nos, assim, de escolher os próximos dias. Celebremos as boas decisões, aceitamos as más e sigamos em frente.

sábado, 10 de agosto de 2013

(De)construct.

Construímos sonhos. Criamos expectativas elevadas acima da realidade. Vivemos em pequenos mundos individuais, na realidade que conhecemos. Pequenos mundos construídos por nós. Eventualmente, acabamos por baixar um pouco a guarda. Revelamos pequenas partes dos nossos pequenos mundos: a sua banda sonora, as cores com que o pintamos, pequenas coisas com grande relevância para nós. E um dia, baixamos totalmente a guarda. Revelamos os mistérios, os segredos, as inseguranças, as desilusões. Tudo aquilo que tão conscientemente guardamos connosco, porque o medo se sobrepõe à possibilidade de sermos felizes. O medo de não sermos bons o suficiente. O medo de desiludirmos alguém. O medo de não correspondermos às expectativas que o outro tem de nós. O medo de errar, o medo das consequências dos nossos erros. O medo de fazermos alguém sentir a dor que um dia vivemos. O medo de carregar a culpa de algo que não queríamos que acontecesse. O medo de falhar. O medo de que o nosso melhor não chegue. O medo de sermos felizes, porque a felicidade não dura. Escolhemos então não arriscar, não darmos a nós próprios a possibilidade de sermos felizes, sabendo que a felicidade total é irreal, tal coisa não existe. Desperdiçamos, então, a oportunidade de sermos felizes, para não sentirmos mais dor. E não será que é aí que reside toda a dor, no desperdício dessa oportunidade? Mas será preferível conhecermos a felicidade, mesmo sabendo que iremos sofrer eventualmente, ou escolher não sermos felizes para não voltarmos a sofrer? 
Não será que a vida é mesmo isso? Sermos temporariamente felizes e experienciarmos esporadicamente episódios de infelicidade? Ou será que deveremos conformarmo-nos, não viver muito tristes, nem demasiado felizes. Será que a vida é isso? 

domingo, 4 de agosto de 2013

Excerto do livro "Para Ti" de Luísa Castel-Branco

"Que fazer? 

Para onde partiram os amigos, os amantes, os abraços de carinho, os risos? Para onde foram os sonhos, todas as promessas depositadas no nosso colo quando éramos tão inocentes, as esperanças adoçadas nos anos verdes pelas histórias mágicas dos príncipes encantados do «para sempre viveram felizes»? Onde ficaram as noites mágicas de palavras sussurradas ao ouvido, com um céu estrelado e o algodão-doce da feira, as rifas, as farturas que lambuzavam os dedos e derretiam o coração? Por que caminhos ínvios, negros e dispersos nos perdemos todos, como se hoje estivéssemos aqui numa terra desconhecida, rodeados de gente desconhecida, sem raízes, sem memórias? As esperanças rasgadas e deitadas ao vento, e o vento leva as palavras para terras onde ninguém as entende e, por isso, estamos rodeados deste silêncio ensurdecedor. Percorremos os dias repetindo os gestos, mas, quando deitamos a cabeça na almofada, a dor no corpo tolhe-nos, a solidão tem cheiro e peso, e nada nos vale, nem quando outro corpo dorme ao nosso lado. Que fazer com o resto dos dias, com o resto das ilusões manchadas de rugas, de desilusões, da longínqua recordação do que um dia foi?"

sexta-feira, 26 de julho de 2013

Missing u.

Algo que não chegou a ser.. É disso que sinto saudades. Porque sinto-te tão perto, estando tu tão longe. Os nossos corpos nunca se tocaram, mas conheço o brilho dos teus olhos e do teu sorriso. O que tu és está tão para além da tua aparência irrepreensível e sublime. Se estou certa de algo, é de que a essa aparência irrepreensível corresponde uma personalidade irrepreensível também. E sei que nunca te poderei julgar, seja porque motivo for. Não te posso julgar porque somos idênticos, duas almas semelhantes, portanto. E se hoje nos tornamos nisto, a responsabilidade não pode ser atribuída apenas a ti. Não te censuro por não teres lutado por nós quando eu não fui totalmente honesta contigo. Tu deverias saber também do meu passado, não apenas eu do teu. Deverias saber de quem ainda me afectava, de uma forma ou de outra, tal como eu sabia de ti. Soube pouco de ti, mas o que sabia, era suficiente para te conhecer minimamente. Lembro-me do gosto musical semelhante, por exemplo. Mas sobre nós há muito mais a dizer. 
Não sei como tanta saudade cabe mais no meu frágil coração. Memórias, memórias é quase tudo o que resta do que outrora fomos. Sinto uma nostalgia enorme do quão segura me sentia contigo. Do quão feliz ficava só de te ver através do computador. Do quão um desabafo contigo aliviava-me. Sinto saudades de tudo isso, de todas as pequenas coisas que vivemos juntos. Sinto saudades até da ânsia de estar (finalmente) contigo. Sinto também culpa. Sinto-me culpada até por a forma como me trataste, mesmo depois de teres explicado o porquê de o teres feito e mesmo depois de teres afirmado que o porquê não estava relacionado comigo. Aquela típica história do "não és tu, sou eu". Mas nem mesmo assim te julgo. 
Só queria, neste momento, não ser a única a lutar por nós. Queria reconhecer algum esforço da tua parte e simplesmente não consigo. E sei que não consigo sozinha trazer de volta tudo aquilo do qual sinto tanta falta. É que sinto tanto a tua presença aqui. Sinto-te aqui, comigo. E isso torna-se uma mágoa porque gostaria de apenas fosses logo, ou permanecesses aqui concretamente. Mas a verdade é que, apesar de te sentir perto, tu não estás aqui. Tu não tens estado presente. Não te tens preocupado comigo, como fazias antes. Agora sou só eu a lutar por nós, a insistir, a tentar saber como estás. E sabes? Tenho insistido muito. E não te vejo minimamente a retribuir isso. E isso cansa. Eu canso-me de insistir. Começo a questionar-me se valerá a pena. Se valerá a pena lutar por algo que se perdeu. E não consigo mesmo encontrar uma resposta para isso. Mas sinto demasiadas saudades. E pelo que tivemos, acho que vale a pena. Porque não desisto de ti, nem quando as coisas estão complicadas, como agora. Nunca terei coragem de to dizer, mas de ti não desisto. Queria que o soubesses, mas não conseguiria dizer-to. Sou demasiado insegura e frágil. Mas se um dia leres isto, sabe que te adoro e que isso não irá mudar. Apenas isso. 

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Everything I feel.

I'm so tired of being here
Suppressed by all my childish fears
And if you have to leave, I wish that you would just leave
'Cause your presence still lingers here
And it won't leave me alone

These wounds won't seem to heal
This pain is just too real
There's just too much that time cannot erase

You used to captivate me by your resonating light
Now I'm bound by the life you've left behind
Your face it haunts my once pleasant dreams
Your voice it chased away all the sanity in me

I've tried so hard to tell myself that you're gone
But though you're still with me
I've been alone all along



Evanescence - My Immortal 

terça-feira, 16 de julho de 2013

Enjoy the silence.

O silêncio é uma realidade permanente. Rodeio-me de pensamentos aleatórios e nenhum deles é remotamente positivo. Circundo-me de memórias, de memórias de algo que tomei por tão certo, de algo que tomei por real, por verdadeiro. Apercebi-me, então, que era uma ilusão e apenas isso. Assim, soube que restava afastar-me, tentar distanciar-me de algo que tinha sido um mero juízo errado. E isto é inteiramente culpa minha. Serei sempre assim? Sempre a criar esperanças sem fundamento, sempre a iludir-me. Porque não é de todo culpa dos outros. É exclusivamente culpa minha. 
Mas não sei se a culpa se sobrepõe à dor da saudade que sinto. As saudades dominam-me. Dominam-me as saudades das longas noites de verão, das conversas que duravam horas sobre tudo o que mais nos magoava, dos desabafos, da confiança que existia, e isso sim, eu tomava como real, acima de qualquer outra coisa. Depositava em vocês confiança como em mais ninguém o fiz, nem farei. Simplesmente, questiono-me como tão tarde me apercebi do que realmente se tratava isto a que eu tanto tinha prazer de considerar amizade. Mas tal não existe, nunca existiu. Não passei apenas de alguém opcional, que só é utilizada em certas ocasiões. Onde é que isto é sequer remotamente uma amizade? Não é, nem pode ser. Recuso ir contra tudo aquilo que acredito para viver uma mentira. Aliás, que sentido faria isso? Nenhum, porque nada aqui faz sentido.  
Começo a acreditar que o problema é envolver-me demais. Depositar tudo o que possuo, todas as minhas esperanças, todas os meus sonhos, todo o meu amor, todo o meu carinho, toda a minha disponibilidade em alguém. Ninguém se mostrou merecedor de tudo isso. Por enquanto, isolarei-me, porque isso é demasiado vital neste momento. Isolar-me do mundo, no meu cantinho. Porque a vida somos cada um de nós, e temos que cuidar dela. Não apenas de nós próprios, mas acima de tudo de nós próprios, sim. Nada me alegra mais que um bom livro, que uma boa música, que um bom filme. Todas essas pequenas coisas que me retiram do mundo por alguns momentos e me permitem vaguear por mundos onde não há problemas de consciência ou problemas de qualquer outra ordem. Haverá algo melhor que dedicar tempos a nós próprios? 
Talvez um dia mais tarde, possa voltar a aproximar-me de alguém. Mas não é isso que pretendo neste momento, de todo. Preciso de tirar um tempo para mim, e é isso que irei fazer. Longe de tudo, mas perto do que me faz bem. 

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Shattered reality

Anoiteceu. Os sentimentos desordenaram-se, tal como tipicamente acontece. Tudo em mim é incerteza, e tudo o que queria era saber que mágoa é esta, que chega sem motivo, que parte e regressa. E quando regressa, dilacera o meu peito e todo o meu pensamento é nevoeiro, é algo de incerto, algo para o qual não encontro explicações. Talvez não seja nada. Talvez seja tudo. Penso que seja isso mesmo, tudo. Penso que seja o reflexo dos erros que cometi, das desilusões que sofri, de todas as pessoas que saíram da minha vida sem para tal apresentarem uma justificação. E ainda hoje espero pelos seus regressos. 
Queria apenas que voltasse tudo ao normal. Queria possuir a ingenuidade e a inconsciência de à apenas alguns anos. Queria conseguir acreditar novamente. Acreditar que amanhã seria um dia melhor. Acreditar que haveria algo como uma solução milagrosa para esta junção de problemas. Como poderei esquecer o arrependimento de algo irremediável? Queria apagar o impacto que as acções dos outros tiveram em mim, que ainda hoje me causam demasiado transtorno. Queria não sentir saudades. Queria ter a capacidade de pôr tudo de parte e concentrar-me em mim, ou concentrar-me em algo que me fizesse bem, que me proporcionasse, menos que seja, alguns picos de felicidade, ou um sorriso ou outro. Queria tranquilidade, queria paz, queria ser confiante. Mas não seria eu, correcto? Afinal, sempre fui insegura, indecisa. Cometo erros tão básicos, sem saber o quão me vão prejudicar. Tento ser cuidadosa, mas acabo por ser sempre desastrada. Passo por situações embaraçosas com demasiada frequência. Sou constantemente criticada. As pessoas tendem a pôr-me de parte, a excluir-me das suas vidas sem um motivo. Também tendem a não me darem uma oportunidade de me dar a conhecer, apenas apressam-se a fazer julgamentos precipitados que não correspondem à verdade. Tendo, então, a isolar-me. E quero isolar-me. Mas se me isolo, sinto-me ainda mais sozinha. E tenho-me sentido tão sozinha ultimamente. Demasiado. Muitas pessoas já saíram da minha vida, mas não tantas em simultâneo. E assim, resto eu. Um poço de insegurança, que vive de memórias, que recorda permanentemente os seus erros, que se culpabiliza por tudo o que acontece de errado, que tende a afastar pessoas devido à sua rejeição ao máximo de mais sofrimento. Mas não será a solidão o maior sofrimento de todos? 

terça-feira, 25 de junho de 2013

Goodbyes are never easy.

Ontem, com toda a suavidade, ligeireza e inocência, deste-me indirectamente a notícia de que irias embora. Tal não surgiu como novidade, visto que já suspeitava que isso ia acontecer. Mas ouvir aquilo de ti tornou-o tão real. E tão doloroso também. Os meus receios confirmaram-se.
Hoje, acabou um capítulo das nossas vidas. A partir daqui, vai ser tudo muito diferente para ti. Para mim também. Para mim, será diferente porque tu estarás longe. Não poderei ver-te, nem sequer trocar umas simples palavras contigo, por qualquer que fosse o motivo. Tu sairás permanentemente da minha vida. Mas não do meu coração, e é isso que tanto magoa. Honestamente, já estivemos separados por algum tempo. E nem isso fez com que questionasse em situação alguma que iria deixar de te amar. Nunca desisti de tentar diminuir a magnitude deste sentimento, tão avassaladora, que permanente esmaga qualquer raio de luz, que esmaga qualquer esperança de um dia melhor. Porque não há dias melhores. Todos os dias são marcados pela tua ausência. Todos os dias são oportunidades para me lembrar do que fomos, do que fiz de errado, do que não aconteceu, do que eu queria que tivesse acontecido. Todos os dias são de saudade, são de nostalgia dos (poucos) momentos que passámos juntos. 
Restam as memórias. As memórias de alguns momentos bons que não passaram disso: momentos bons. Que para ti não tiveram qualquer tipo de importância. Hoje, as coisas estão diferentes. Mas nem por isso acredito que te lembras do que quer que seja do tempo em que surgiu o meu tão avassalador amor por ti. Por isso, sei que não há espaço para mais sonhos, visto que só geram desilusões no que te diz respeito. Sim, restam também as desilusões. Ou talvez, mais do que isso, resta a mágoa do que não foi mas poderia ter sido, do que eu queria que tivesse sido e que não se realizou, do que eu sempre sonhei, que está bem longe da realidade. Os meus sonhos... todos eles, sem excepção, foram simplesmente destruídos. Mas tal não foi culpa tua, porque, claro está, nada é culpa tua. A culpa é minha, e das minhas esperanças. Esperanças essas que não tem qualquer fundamento, são só estúpidas esperanças, que só me causam transtorno. Oh, o quanto eu gostava de não ser assim. De não exagerar tudo a pontos de que ache possível coisas que jamais se irão realizar. É disto a culpa de estar assim, há quase dois anos. Dois anos perdidos, marcados pela tua ausência, marcados pela tua indiferença face a toda esta situação, marcados por lágrimas, demasiadas lágrimas desnecessárias. Se eu ao menos não fosse assim...
Mas a partir de hoje começa um novo capítulo para mim, que irá ser diferente, mas para melhor, porque eu assim quero. Escolho que seja melhor porque não irei eternamente sofrer por algo que é tão ridículo como um defeito meu. Por isso, hoje termina o sofrimento. Termina de vez, porque não mereço ficar triste por isto. Não mereço desperdiçar mais oportunidades de ser feliz por algo que me atormenta há tanto tempo. Afinal, isto é apenas o início de uma longa jornada e daqui para a frente tudo será diferente. 
Nunca irei negar que foste uma grande parte da minha vida, irei apenas aceitar isso mas irei aceitar também que  fazes parte do passado. És um assunto encerrado e como tal, não irei perder mais tempo contigo. Nem tempo, nem oportunidades de ser feliz, simplesmente nada, rigorosamente nada. A partir de hoje, és uma memória, guardada carinhosamente no meu coração. E lá permanecerás alojado, mas sem me incomodares, sem causares lá qualquer tipo de danos. 
Desejo-te a maior das felicidades e que daqui para a frente a vida te comece a correr bem. Talvez tenhas sofrido com algo que aconteceu recentemente (acredito que sim) e espero que não se volte a repetir. Espero que tudo com que sempre sonhaste se concretize. Espero que sejas feliz e que nunca deixes de ser tu. Porque foi por ti, pela tua personalidade, pela tua beleza estonteante, pelo teu jeito de ser tão sem jeito, pelo teu sorriso, que me apaixonei. E um dia, espero que alguém olhe para ti da forma como eu olho, com os olhos brilhantes que reflectem o orgulho que sinto por ter encontrado alguém que é, aos meus olhos, perfeito. Espero, também, que reconheças isso, e que não a deixes escapar. Acima de tudo, espero que sejas sempre feliz. 
Isto soa tão a despedida. Mas é exactamente disso que se trata. Portanto, adeus. Adeus ao que fui, adeus a "nós", adeus as memórias e adeus a ti.

quarta-feira, 19 de junho de 2013

S.

Eras tão a melhor pessoa do Mundo. Via-te como um exemplo, como um modelo a seguir. Tu fazias-me ficar com aquele brilho nos olhos, enchias-me o coração de orgulho. Amava-te como... nem sei como, sinceramente. Era mais forte do que o amor que sentia  pelos meus pais, pelos meus amigos... Tinha-te tão em consideração, tinha por ti uma estima tão inestimável. Não sei se consigo explicar bem o que senti por ti, mas foste realmente a pessoa que mais me marcou até hoje. 
Tinhas os teus ideais, e nunca deixaste que te mudassem de rumo, mantiveste-te sempre fiel a ti própria, lutaste pelo que querias. Eras a personificação de determinação. Nem sei.. eras uma pessoa tão única, tão especial. 
E sem dúvida que irei sempre arrepender-me de não ter feito as coisas de forma diferente. Da última vez que cá estiveste, tudo poderia ter sido muito diferente. Mas não tinha como saber que seria a última vez que te iria ver. Não que isso seja justificação para o meu comportamento, porque nunca haverá uma justificação para tal. Simplesmente não acho que irei algum dia conseguir abstrair-me deste arrependimento. É como sentir que magoaste a pessoa que mais amavas no Mundo e que não irás ter oportunidade de pedir desculpa, de mostrar o teu arrependimento. É terrível, mas mereço isso. Não tinha de todo o direito de fazer o que fiz. 
Mas não posso falar disto, porque simplesmente corrói-me por dentro. Quero falar das coisas boas. Da minha ida a Inglaterra, das duas fantásticas semanas que passei contigo. Foram sem dúvida mágicas. Senti-me viva. Sabes? Não o sinto há muito, especialmente desde que partiste. 
Quando partiste, não consegui acreditar. Não consegui lidar com isso. Não conseguia sequer chorar porque não podia ser verdade. Como era possível não ver mais o teu sorriso lindo? Como era possível não poder mais pedir-te conselhos? Foi como se tivesse perdido a minha melhor amiga. Não conseguia sequer pensar que tal era verdade. Ainda hoje não consigo lidar com isto, é demasiado complicado. 
Não consigo pensar que tu foste embora. Penso apenas que estás ainda em Inglaterra, e que não tens tido oportunidade de voltar. Porque não consigo, não consigo mesmo encarar o facto de que foste embora. Dói tão demasiado. É inexplicável. 
Mas vou recordar-te sempre como a melhor pessoa do Mundo. A pessoa capaz de alegrar o dia mais cinzento, a pessoa capaz de concertar o coração mais quebrado do Mundo. Por isso é que precisava de ti aqui, agora. Preciso de ti. E custa demasiado pensar que.. não te terei aqui. 
Sabes? Sempre que preciso de ti, vou á janela, e vejo-te. Vejo-te a luzir, bem lá em cima. Vejo o brilho do teu sorriso que me ilumina sempre. 
"Serás sempre a estrelinha mais brilhante" e eu amarei-te sempre.

domingo, 9 de junho de 2013

u, it will always be u

Passaram dois anos. Passaram lágrimas, desilusões, saudade, sorrisos. O sofrimento atenuou-se com o tempo. Muita coisa mudou, excepto o que sinto por ti, que é tão demasiado forte. 
Estou cansada de repetir sempre o mesmo, mas não encontro outras palavras, outras expressões, outras formas de dizer. E provavelmente se o dissesse por outras palavras, não diria o que é efectivamente real. Tu foste o meu primeiro amor. Apenas isto. E sem saber das consequências, apaixonei-me por ti, pela primeira vez. Mesmo que soubesse, como o poderia evitar? Não consigo controlar o que sinto. Mas posso controlar o que fazer a respeito disso. Sabes? Aprendi a aceitar tudo, na medida em que aceito que te irei sempre amar, tal como aceito que nunca estaremos juntos. 
Reconheço que o sentimento jamais será mutuo, por isso não prevejo um "futuro sorridente". E não ficarei a espera que algo aconteça, porque sei que nada acontecerá. Não teremos um futuro comum, apenas isso. Mas tal não altera o facto de que és tu, e serás sempre tu, e nunca haverá ninguém como tu, muito menos melhor que tu. Não consigo estar com alguém que não tu, porque eles não são tu. Ninguém tem o teu sorriso, ninguém é tão previsível como tu, ninguém aos meus olhos será sequer remotamente próximo do que é o esplendor de beleza que tu representas, ninguém sequer me conquistará com a sua personalidade como tu me conquistaste com a tua. és brincalhão, mas quando necessário sério, sabes manter uma conversa, sabes estar, és inteligente, sabes respeitar... és tão tudo aquilo que procuro em alguém. Reúnes em ti tudo aquilo que  eu aprecio em alguém, muito honestamente. 
Tu nunca me magoaste. Quer dizer, não consigo achar a expressão adequada. Acho que, de certa forma, tu magoaste-me, mas intencionalmente. Ai, nem sei. Que confusão. Sei apenas que o meu amor por ti torna tudo possível, porque por ti eu faria tudo. 
Nunca duvides, por favor, que o meu amor por ti durará até que o meu corpo se converta em cinzas. O meu amor por ti resiste ás magoas, á saudade, á tua indiferença. Resiste a todo o tipo de sofrimento que possas ainda vir a causar-me. Resiste a todos os rapazes que possam vir a cruzar o meu caminho. 
Tenho esperanças que não venha a chorar mais por ti. Sabes? Cheguei a um ponto em que precisei de parar, em que não iria suportar mais um único dia mau, e por isso decidi fazer algo. E não sei o que fiz, mas sem dúvida que fiz algo que está a resultar. Continuo a pensar em ti sim, a lembrar-me de cada conversa, de cada detalhe insignificante. Mas já não doi. E isso foi tudo o que sempre quis. 
Agora agradeço-te por, pelo menos, nunca me teres magoado tencionalmente. Por ao menos não fazeres o pior que podias ter feito. Agradeço-te por teres aparecido na minha vida, porque se não tivesses aparecido não sei se alguma vez saberia o que é amor verdadeiro. E sabes o que é? É tudo o que sinto por ti, e sempre sentirei. 

domingo, 2 de junho de 2013

(lack of) reasons.

Este vazio. Este vazio tão profundo. Esta falta de razões para tão simplesmente me levantar da cama. Esta ausência de motivação. Falta o ânimo, falta a alegria, falta até a tristeza. Sobra demasiada indiferença. Sinto que estou numa busca interminável de algo, talvez de mim, talvez simplesmente de razões. Razões para continuar. Penso que não se trata de ausência de sentimentos ou emoções, mas também não sei do que se trata de facto. Quer dizer, sei lá. Que enorme confusão. Só me sinto ligeiramente bem isolando-me. Não me que isso me alegre, mas aprecio a solidão. Aprecio o meu espaço, aprecio aquele recanto de mundo tão insignificante onde estou apenas eu comigo. E nada mais. Não há distrações, não há mágoas, não há também grandes alegrias. Mas estou em paz, ao menos. É isso que é tão bom. Paz. Ausência de dramas, de problemas. É tão, ugh, tão demasiado bom. 
Afinal, talvez seja ai que resida a minha felicidade de facto. Na paz, no sentimento de paz. Um ambiente livre de preocupações. Mas, porque não posso simplesmente estar assim todo o tempo? Longe de tudo. É aí que preciso de estar. 
Simplesmente aprendi a isolar-me de todos quando todos me deixaram ficar mal. Sim, porque já todos o fizeram. De maneiras diferentes, é certo, mas tal não é importante. Sozinha estou bem, feliz arrisco a dizer. 
Quero mais disto. Quero mais destes momentos meus. Destes momentos em que me sinto em paz. É tão demasiado bom. Aprecio tanto isto. É como se estivesse noutro sitio, quer dizer, como se estivesse simplesmente á parte de tudo. É tão reconfortante. Quero mais disto.

memories from u







Acho que se tornou aceitável reconhecer que grande parte de mim é feita de memórias, que nunca conseguirei simplesmente deixá-las ir, como se se tratasse de algo exterior a mim. Não o é, não o é de todo. Trata-se de algo muito próprio, muito meu portanto. Acho que nunca devemos deixar ir quem somos, em circustância alguma. Por vezes é complicado lidar com isso, é complicado relembrar, é complicado sofrer com as saudades. Mas isso não significa que eu possa simplesmente fingir que nada se passou. Porque realmente, tudo aconteceu, e não posso negá-lo, ou tentar escondê-lo, como se fosse um segredo. Não, não é disso que se trata. A questão aqui é que as memórias que me ligam a ti me magoam. Mas não posso negar o que sinto, não posso negar o que foste para mim. Acho que sei agora que não posso virar costas a isto, tenho que lidar com isto, apesar de não saber como lidar. Estou a encarar o problema, mas não sei como o resolver. Quer dizer, terá uma solução sequer? Provavelmente, a solução passa por reconhecer o que quer que seja que tu significas para mim, e aceitar que tal nunca irá mudar, apesar de tu já não estares mais na minha vida, de forma alguma. Mas não me sinto triste por isso, apenas aceito agora melhor o facto de que tu permanecerás no meu coração, mas não na minha vida. É complicado lidar com isso, não o nego de todo, mas é o que tem que ser feito. Nunca fui de escolher a saída mais fácil, ou de simplesmente virar as coisas a um problema em vez de o tentar resolver. Eu tentei, tentei resolvê-lo, e sei que se não conseguir, irei desistir, não porque não tenho mais forças, mas porque sei que não valerá a pena continuar a insistir. Mas durante todo este processo, eu cresci. Cresci mesmo, e por isso não posso considerar que foi mau. Não, se contribuiu para o meu desenvolvimento pessoal será sempre algo bom.
Não sei o que acontece a partir daqui. Mas se há algo do qual tenho a certeza é de que o que sinto por ti não irá mudar. Sei disso porque, tal como todos sabem, tu foste a primeira pessoa que amei efectivamente, e tal só se sente uma vez, não é algo repetível ou algo que se sinta por várias pessoas. Eu sei disso. Sei que agora não é o tempo certo (também não sei se irá alguma vez ser), sei que agora nada poderá acontecer, sei que agora não é possível. Também não vou de certo esperar por o momento certo, porque nem sei se ele existe. Aliás, acho mesmo que não haverá nunca um momento certo, quer dizer, um momento em que iremos resultar.
Sim, eu imaginei-nos num dos acasos da vida, numa daquelas situações que não se explicam e que tão raramente acontecem. Imaginei-nos num reencontro, adultos, com vidas que até então tinham estado separadas. Um reencontro longe deste sítio, algures numa situação em que ambos nos queriamos um ao outro, como se toda a nossa vida tivessemos esperado por aquele momento. Mas não espero por esse momento, visto que se trata de uma ilusão. E ilusões geram desilusões e não quero mais disso para mim.
Mas sei que se tal acontecesse, eu nem hesitava, eu nem olhava para trás. Quer dizer, talvez estranhasse, ou talvez não me jogasse de imediato de cabeça, talvez fosse um pouco racional, mas não sei. Quando se trata de ti, nunca nada é seguro. Tudo é tão incerto no que toca a ti. Nunca sei o que poderá vir a acontecer, mas também não fico á espera que o que eu idealizei para nós se realize. Trata-se apenas de um sentimento muito forte, que dificilmente irá embora. Mas sinceramente, nem sei se tal é bom ou mau.