Viajamos pelos dias. Vagueamos por sítios desconhecidos no interior das nossas mentes. Alguns deles obscuros, onde segredos e mistérios se escondem, onde estão as origens de todas as cicatrizes que possuímos, outros onde a beleza surge nas mais diversas formas. Surge nos cheiros dos livros novos, no conforto do sofá, no estar à lareira envolta numa manta, no vento que ondula o cabelo, no chocolate quente que aquece o coração. Surge nas pequenas coisas, nos pequenos detalhes. A beleza está em tudo. Está na música que tanto adoramos e que nos faz sentir compreendidos. Está no livro que diz aquilo que não conseguimos expressar. Está nas palavras trocadas com pessoas que adoramos. Está em tudo o que torna os nossos dias melhores.
Mas nem todos conseguem percepcioná-la. Nem todos a reconhecem. Apenas os que amam a arte a reconhecem e a conseguem percepcionar. Porque arte é tudo isto. Está nas palavras, nos sentimentos, está em tudo.
Mas o lado obscuro da nossa mente pode sobrepor-se a este. Cabe-nos a cada um de nós evitá-lo. Significa isto que é a nossa escolha olhar para algo mau e transformá-lo em algo bom ou, pelo contrário, lamentarmos o sucedido. Sofrer é inevitável, mas todos podemos decidir o que fazer a respeito disso. Todos escolhemos a forma como reagimos. Daí que saber escolher seja tão importante. São as nossas decisões que decidem o nosso futuro. Não há destino, nem coincidências. São as nossas escolhas que determinam o que virá a acontecer, em parte. Daí ser tão importante descobrirmo-nos, sabermos quem somos, e sermos capazes de decidir por nós. Se há algo que admiro em alguém é firmeza. É não se deixar levar por as opiniões alheias. É decidir por si, é saber fazê-lo. É manter as suas opiniões, mesmo que ninguém concorde com elas.
Vivamos então o hoje, decidamos entre as opções que nos são apresentadas, e encarreguemo-nos, assim, de escolher os próximos dias. Celebremos as boas decisões, aceitamos as más e sigamos em frente.

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