Acho que se tornou aceitável reconhecer que grande parte de mim é feita de memórias, que nunca conseguirei simplesmente deixá-las ir, como se se tratasse de algo exterior a mim. Não o é, não o é de todo. Trata-se de algo muito próprio, muito meu portanto. Acho que nunca devemos deixar ir quem somos, em circustância alguma. Por vezes é complicado lidar com isso, é complicado relembrar, é complicado sofrer com as saudades. Mas isso não significa que eu possa simplesmente fingir que nada se passou. Porque realmente, tudo aconteceu, e não posso negá-lo, ou tentar escondê-lo, como se fosse um segredo. Não, não é disso que se trata. A questão aqui é que as memórias que me ligam a ti me magoam. Mas não posso negar o que sinto, não posso negar o que foste para mim. Acho que sei agora que não posso virar costas a isto, tenho que lidar com isto, apesar de não saber como lidar. Estou a encarar o problema, mas não sei como o resolver. Quer dizer, terá uma solução sequer? Provavelmente, a solução passa por reconhecer o que quer que seja que tu significas para mim, e aceitar que tal nunca irá mudar, apesar de tu já não estares mais na minha vida, de forma alguma. Mas não me sinto triste por isso, apenas aceito agora melhor o facto de que tu permanecerás no meu coração, mas não na minha vida. É complicado lidar com isso, não o nego de todo, mas é o que tem que ser feito. Nunca fui de escolher a saída mais fácil, ou de simplesmente virar as coisas a um problema em vez de o tentar resolver. Eu tentei, tentei resolvê-lo, e sei que se não conseguir, irei desistir, não porque não tenho mais forças, mas porque sei que não valerá a pena continuar a insistir. Mas durante todo este processo, eu cresci. Cresci mesmo, e por isso não posso considerar que foi mau. Não, se contribuiu para o meu desenvolvimento pessoal será sempre algo bom.
Não sei o que acontece a partir daqui. Mas se há algo do qual tenho a certeza é de que o que sinto por ti não irá mudar. Sei disso porque, tal como todos sabem, tu foste a primeira pessoa que amei efectivamente, e tal só se sente uma vez, não é algo repetível ou algo que se sinta por várias pessoas. Eu sei disso. Sei que agora não é o tempo certo (também não sei se irá alguma vez ser), sei que agora nada poderá acontecer, sei que agora não é possível. Também não vou de certo esperar por o momento certo, porque nem sei se ele existe. Aliás, acho mesmo que não haverá nunca um momento certo, quer dizer, um momento em que iremos resultar.
Sim, eu imaginei-nos num dos acasos da vida, numa daquelas situações que não se explicam e que tão raramente acontecem. Imaginei-nos num reencontro, adultos, com vidas que até então tinham estado separadas. Um reencontro longe deste sítio, algures numa situação em que ambos nos queriamos um ao outro, como se toda a nossa vida tivessemos esperado por aquele momento. Mas não espero por esse momento, visto que se trata de uma ilusão. E ilusões geram desilusões e não quero mais disso para mim.
Mas sei que se tal acontecesse, eu nem hesitava, eu nem olhava para trás. Quer dizer, talvez estranhasse, ou talvez não me jogasse de imediato de cabeça, talvez fosse um pouco racional, mas não sei. Quando se trata de ti, nunca nada é seguro. Tudo é tão incerto no que toca a ti. Nunca sei o que poderá vir a acontecer, mas também não fico á espera que o que eu idealizei para nós se realize. Trata-se apenas de um sentimento muito forte, que dificilmente irá embora. Mas sinceramente, nem sei se tal é bom ou mau.
Não sei o que acontece a partir daqui. Mas se há algo do qual tenho a certeza é de que o que sinto por ti não irá mudar. Sei disso porque, tal como todos sabem, tu foste a primeira pessoa que amei efectivamente, e tal só se sente uma vez, não é algo repetível ou algo que se sinta por várias pessoas. Eu sei disso. Sei que agora não é o tempo certo (também não sei se irá alguma vez ser), sei que agora nada poderá acontecer, sei que agora não é possível. Também não vou de certo esperar por o momento certo, porque nem sei se ele existe. Aliás, acho mesmo que não haverá nunca um momento certo, quer dizer, um momento em que iremos resultar.
Sim, eu imaginei-nos num dos acasos da vida, numa daquelas situações que não se explicam e que tão raramente acontecem. Imaginei-nos num reencontro, adultos, com vidas que até então tinham estado separadas. Um reencontro longe deste sítio, algures numa situação em que ambos nos queriamos um ao outro, como se toda a nossa vida tivessemos esperado por aquele momento. Mas não espero por esse momento, visto que se trata de uma ilusão. E ilusões geram desilusões e não quero mais disso para mim.
Mas sei que se tal acontecesse, eu nem hesitava, eu nem olhava para trás. Quer dizer, talvez estranhasse, ou talvez não me jogasse de imediato de cabeça, talvez fosse um pouco racional, mas não sei. Quando se trata de ti, nunca nada é seguro. Tudo é tão incerto no que toca a ti. Nunca sei o que poderá vir a acontecer, mas também não fico á espera que o que eu idealizei para nós se realize. Trata-se apenas de um sentimento muito forte, que dificilmente irá embora. Mas sinceramente, nem sei se tal é bom ou mau.

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